O voo inaugural da nova rota internacional Recife–Madri, operado pela Azul Linhas Aéreas em parceria com a empresa euroAtlantic, teve um desfecho tenso na noite da última terça-feira (10). A aeronave, que havia decolado às 19h34 do Aeroporto Internacional dos Guararapes, precisou retornar à capital pernambucana pouco tempo depois devido a uma falha técnica.
O professor universitário Dario Brito, que estava a bordo do voo AD8000 ,relatou em entrevista ao Jornal do Commercio, momentos de angústia enquanto a aeronave sobrevoava a região por cerca de duas horas antes de pousar. Ele relatou o clima de incerteza durante as cerca de duas horas em que o avião permaneceu orbitando antes de pousar às 21h50.
“A experiência toda talvez tenha sido traumática não só pelo fato do que aconteceu, mas pela falta de comunicação”, afirmou.
Segundo a Azul, o voo AD8000 apresentou uma falha nos flaps — partes das asas que ajudam nas manobras de pouso e decolagem — o que obrigou o retorno imediato à capital pernambucana. A empresa informou ainda que, antes de pousar, a aeronave orbitou por protocolo de segurança, para reduzir o peso.
A Azul informou, em nota oficial, que a volta foi realizada “com solicitação de prioridade de pouso” e seguiu “protocolos preventivos para diminuição do peso da aeronave antes da aterrissagem”.
Apesar da assistência prestada pela companhia, incluindo a realocação das passagens para outra data ou voos alternativos, Dario Brito destacou os transtornos causados por danos morais.
“Situação que a gente não deseja a ninguém".
A Azul informou que os passageiros receberam atendimento conforme prevê a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A companhia não detalhou o tipo de falha técnica, nem forneceu prazo para a retomada normal da rota.
#im #avião #aeroportodorecife