“Cemitério da Saudade, 18 de novembro de 1963. Caríssimos mortais: para o discurso que vou fazer dispenso o vosso carinhoso aplauso, porque o cemitério é um lugar de sossego, de respeito e, sobretudo, de silêncio.” Este texto, lido em voz alta por um homem misterioso, vestido com longa capa preta, para seguidores que o rodeavam com velas e um caixão, é o desfecho de uma das muitas histórias de um dos mineiros mais singulares do século passado.
Joviano Martins Soares Filho, nascido no fim dos anos 1920 em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, trabalhou em livraria, foi trompista na banda da Polícia Militar, barbeiro, alfaiate e um prolífico poeta, que chegou a ser comparado a Augusto dos Anjos (1884-1914), devido à temática que carregava nas estrofes, nas roupas e no nome: a morte.
O Sabia Não, Uai!, série especial sobre fatos e curiosidades da cultura mineira, foi aos arquivos do Estado de Minas para contar a trajetória de Joviano Martins Soares Filho, que ganhou fama em BH no começo da década de 1960 com a alcunha de Conde Belamorte. Um escritor que transformou sua barbearia no Bairro Santa Efigênia em espaço para saraus de poesia à meia-noite, encontros ambientados com caveiras, caixão e sob a luz de velas.
Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/