Belo Monte é uma das maiores hidrelétricas do mundo. Há 10 anos, gera eletricidade para milhões de brasileiros. Mas no rio Xingu, a pergunta é: quem paga o preço dessa energia?
Em Altamira, no interior do Pará, dá para ver que tem bastante coisa diferente desde a chegada de Belo Monte. São novas escolas, novos bairros, um sistema de tratamento de esgoto. Mas para quem conhece bem o rio Xingu, tem mais coisas acontecendo.
"O nosso rio está paralítico. Ele está vivo uma parte de cima, uma parte de baixo, e aqui ele está neutro. Peixe, muito pouco", conta à DW o ribeirinho Leonardo Batista.
A usina trabalha com capacidade total alguns meses do ano.
"Ela opera conforme o regime do rio. Então, no primeiro semestre, quando tem muita água aqui no rio Xingu, que é o inverno amazônico, a gente gera muito. Somos a usina que mais gera no Brasil. No segundo semestre, conforme o projeto foi concebido, a gente gera pouco", explica Sandro Deivis, gerente de Operações da Norte Energia.