Eleição caminha para campanha de veto e polarização entre Lula e Bolsonaro, diz Fábio Vasconcellos.
No programa Os Três Poderes, da revista VEJA, apresentado por Diogo Schelp, o cientista político Fábio Vasconcellos analisa o cenário eleitoral marcado pela consolidação da polarização e pelo enfraquecimento do debate programático.
Segundo Vasconcellos, a disputa presidencial tende a assumir um caráter plebiscitário, em que o eleitor vota menos para eleger um projeto e mais para impedir a vitória do adversário. De um lado, o presidente Lula aposta na comparação com governos anteriores e no receio do retorno do bolsonarismo. Do outro, Flávio Bolsonaro encarna a herança política do pai, com uma campanha centrada na rejeição ao PT.
“Essa é uma eleição de afetos, de emoções, não de programas”, avalia.
Para o cientista político, a presença simbólica do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo fora da disputa, contribui para a hiperpolarização e esvazia o espaço para candidaturas que tentem apresentar propostas de país e discutir políticas públicas de forma mais estruturada.
Vasconcellos afirma que a agenda atual da direita, centrada em temas como anistia e enfrentamento institucional, é insuficiente para disputar a Presidência, embora seja eficaz para mobilizar bases eleitorais e eleger parlamentares.
“A eleição majoritária exige discutir governo, desempenho e futuro do país”, diz.
▶️ Assista à análise completa no Os Três Poderes, programa da revista VEJA.
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