Em cenários de conflito e escalada de ameaças globais, alguns setores sofrem mais do que outros.
No programa Mercado, da revista VEJA, apresentado por Veruska Donato, o economista Ricardo Rodil, líder do Mercado de Capitais da Crowe Macro Brasil, explica quais segmentos tendem a perder e quais resistem melhor diante de tensões geopolíticas, inclusive em caso de conflito militar envolvendo a Groenlândia.
Segundo Rodil, empresas ligadas a bens duráveis são as mais afetadas. “Qualquer situação de conflito atinge primeiro casas, automóveis e bens considerados supérfluos”, afirma. Em momentos de incerteza e restrição de renda, o consumo das famílias muda de foco.
O economista destaca que alimentação e itens essenciais apresentam demanda inelástica. “O consumidor pode trocar a marca, mas não para de comer”, diz. Mesmo com menos dinheiro circulando, gastos com comida e moradia seguem como prioridade, enquanto compras consideradas adiáveis ficam em segundo plano.
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