Indicações ao Oscar viram capital simbólico para o governo e reforçam peso da cultura na economia, avalia Rodrigo Prando.
No Ponto de Vista, da revista VEJA, o cientista político analisa a repercussão política das indicações do cinema brasileiro, o discurso do presidente Lula e o impacto da economia criativa no humor da opinião pública.
O filme O Agente Secreto recebeu quatro indicações, e o presidente celebrou publicamente o feito, destacando o talento coletivo do elenco e exaltando Wagner Moura, que já conquistou o Globo de Ouro.
Para Prando, eventos culturais de grande repercussão — assim como vitórias esportivas — tendem a melhorar o humor nacional e podem beneficiar o governo de plantão em ano eleitoral. “Cultura e economia criativa não são só identidade, são PIB”, afirma o analista, ao criticar a polarização ideológica em torno do setor cultural.
Segundo ele, ao valorizar o cinema, a música e as artes, Lula reforça um contraste com o governo anterior e dialoga com um segmento que movimenta renda, empregos e prestígio internacional. Ainda assim, Prando ressalta que o impacto político depende também da economia, variável central para a conversão de bom humor em voto.
▶️ Assista à análise completa no Ponto de Vista, programa da revista VEJA.
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