Com votos contundentes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira, 25, por unanimidade, os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, como mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, oito anos após o crime. Eles foram sentenciados a 76 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado.
Os irmãos Brazão foram condenados por três crimes: homicídios triplamente qualificados, de Marielle e do motorista Anderson Gomes; tentativa de homicídio triplamente qualificado de Fernanda Chaves, assessora que sobreviveu ao ataque; e organização criminosa.
Em seu voto, Moraes cravou que eles foram os mandantes do atentado e determinaram a "eliminação" da vereadora. “Se juntou a questão política com a misoginia, com o racismo, com a discriminação. Marielle Franco era uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos”, destacou o ministro. Já a ministra Cármen Lúcia questionou: "quantas Marielles o Brasil permitirá que sejam assassinadas até que se ressuscite a ideia Justiça?".
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Imagens: Reprodução/STF
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