A manifestação convocada por bolsonaristas na Avenida Paulista reuniu cerca de 20 mil pessoas e expôs movimentos estratégicos da direita para 2026. Em entrevista ao Ponto de Vista, da Veja, o colunista Mauro Paulino analisa o discurso do senador Flávio Bolsonaro, as ausências de lideranças como Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, e o tom adotado contra o Supremo Tribunal Federal.
Para Paulino, houve uma tentativa clara de moderação. “Vai se desenhando uma postura mais moderada”, afirma, ao comentar o esforço de suavizar o radicalismo associado ao bolsonarismo. Segundo ele, as críticas ao STF foram calculadas: “É um ataque controlado”.
O colunista também destaca o peso simbólico do público presente. A medição do ato seguiu metodologia do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo e do Cebrap, que estimou cerca de 20 mil manifestantes. “É uma demonstração de força do bolsonarismo”, diz.
No discurso, Flávio voltou a defender o impeachment de ministros do STF, criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva e fez referência ao pai, Jair Bolsonaro, ao afirmar que ele “segue se sacrificando pelo país”.
Assista à análise completa para entender o impacto político do ato, o cenário no Senado e os sinais para a próxima eleição.
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