Trump justifica ataque ao Irã como medida de proteção aos EUA, mas especialista questiona narrativa. Em edição especial da VEJA, a apresentadora Veruska Donato ouve o discurso de Donald Trump e retoma a análise com o mestre em relações internacionais Uriã Fancelli.
No pronunciamento, Trump afirma que o regime iraniano representa ameaça direta aos Estados Unidos, às tropas americanas e a aliados no mundo. Ele cita ataques atribuídos ao Irã e a seus aliados regionais e sustenta que a ofensiva seria uma forma de proteção ao povo americano.
Ao comentar a fala, Uriã pondera que é difícil interpretar as motivações do presidente americano e destaca mudanças no discurso oficial — da destruição de instalações nucleares à possibilidade de mudança de regime.
O especialista alerta ainda que a queda do líder supremo não significaria, necessariamente, o fim do sistema iraniano. Segundo ele, o poder também está distribuído em estruturas como a Guarda Revolucionária Islâmica, que possui interesses próprios e capacidade militar relevante.
Ele também lembra que o avanço do programa nuclear iraniano se intensificou após a saída dos Estados Unidos do acordo firmado em 2015, durante o governo Barack Obama.
📌 Neste vídeo:
O que Trump alegou para justificar o ataque
A justificativa é consistente?
O risco real de escalada e de avanço nuclear
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