#VEJAMercado | Os produtos e serviços típicos do carnaval subiram muito além da inflação oficial no Brasil. O que a pesquisa Rico mostra em números o folião sentiu no bolso. Para o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, é preciso entender o contexto atual. Muitos itens consumidos na festa têm custos atrelados ao dólar, como os pigmentos usados em maquiagens e insumos em bebidas, por exemplo, o que gera pressão adicional.
Além disso, o setor de serviços — bares, restaurantes, transporte e hospedagem — sente fortemente o aumento sazonal da demanda. “É um período em que todo mundo quer consumir ao mesmo tempo, e isso naturalmente encarece”, explicou.
A chamada inflação do Carnaval chama a atenção quando os números são colocados na mesa. Nos últimos 10 anos, acumulou alta de 79,07%, bem acima dos 64,77% do IPCA no mesmo período — uma diferença de quase 14 pontos percentuais. Em bom português, isso significa que os produtos e serviços típicos da festa ficaram bem mais caros do que a média da economia brasileira ao longo da última década.
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