A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) virou palco de forte reação política após a deputada Fabiana Bolsonaro (PL) fazer uma encenação com maquiagem 'blackface' durante discurso contra mulheres trans. A prática, historicamente racista, foi usada pela parlamentar como argumento sobre identidade de gênero e gerou indignação imediata.
Fabiana é alvo de duas representações por quebra de decoro, uma assinada por 19 deputados de partidos como PT, PCdoB, PSOL e PSB, e outra da bancada do PSOL. Ela também é alvo de notícias-crime no MPF e de boletim de ocorrência por racismo e transfobia. Os pedidos citam falas que questionam a participação de pessoas trans em espaços de poder e mencionam decisão do STF que equipara homotransfobia ao crime de racismo.
Nas redes, a deputada afirmou que sua fala foi “distorcida”. O caso reacende o debate sobre limites do discurso político e responsabilidade institucional.
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