Décadas após o fechamento dos pavilhões mais sombrios daquele que ficou conhecido como o holocausto brasileiro, as paredes do Hospital Colônia de Barbacena, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais, deixaram de ser apenas um memorial da barbárie para se tornar o epicentro de uma batalha jurídica histórica. Ações judiciais individuais, agora fortalecidas por um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF), buscam a responsabilização civil do Estado e a reparação financeira e existencial para uma parcela invisível de vítimas: os filhos das mulheres internadas à força no que foi o maior manicômio do Brasil, marcado pelas graves violações aos direitos humanos.
Imagens: Arquivo/EM; Arquivo Público Mineiro;
Reportagem: Melissa Souza/EM
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