Existe um ator que aparece em filmes completamente diferentes, sempre convincente, sempre presente nas conversas sobre cinema. Timothée Chalamet tem pouco mais de vinte e cinco anos e já acumula indicações ao Oscar, papéis históricos e uma presença que poucos atores jovens conseguem sustentar com tanta naturalidade. Ele nasceu em Nova York, em 1995, filho de pai americano e mãe francesa. Cresceu transitando entre as duas culturas, falando inglês e francês com fluência. A família tinha ligação direta com as artes: a mãe trabalhou como dançarina e atriz, e o avô materno foi roteirista na França. Esse ambiente moldou nele uma sensibilidade fora do comum desde cedo. Ainda adolescente, ele apareceu em séries e filmes menores, ganhando experiência. A virada real veio em 2017, com "Me Chame Pelo Seu Nome". Aos vinte e dois anos, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, tornando-se o terceiro ator mais jovem da história a receber essa indicação. A atuação foi elogiada por críticos do mundo inteiro. Depois disso, ele não seguiu o caminho fácil. Escolheu projetos arriscados: um rei adolescente em "O Rei", um viciante em "Beautiful Boy", um jovem Willy Wonka no musical "Wonka". Essa variedade mostrou que ele não queria ser encaixado em um único tipo de personagem, o que o tornou referência para uma geração inteira de atores. A saga "Duna" colocou sobre seus ombros o peso de um herói épico. Ele interpretou Paul Atreides nos dois primeiros filmes, com produção monumental e expectativa global. O terceiro filme está em produção, e já se sabe que Anya Taylor-Joy integra o elenco. O próprio Chalamet descreveu a atuação dela como algo genuinamente perturbador, no bom sentido. A trajetória dele diz algo importante sobre o cinema atual. Talento técnico, escolhas corajosas e recusa ao estrelismo excessivo formam um novo modelo de ator. Chalamet mostra que é possível ser grande sem abrir mão da substância. No século vinte e um, a estrela que dura é aquela que continua surpreendendo.