A palavra "iate" vem do holandês "jacht", que significava embarcação rápida de caça. No século XVII, a Companhia das Índias Orientais usava essas naves velozes para perseguir piratas. Em 1660, o rei Carlos II da Inglaterra recebeu um jacht holandês de presente e popularizou o uso recreativo da embarcação. Durante séculos, os iates foram movidos exclusivamente a vela e pertenciam a nobres e governos. No século XIX, com a Revolução Industrial, surgiram os primeiros cascos a vapor. No século XX, motores a diesel e depois sistemas eletrônicos transformaram completamente a navegação, criando uma nova categoria: os superiate. Hoje, o maior iate do mundo é o Azzam, com 180 metros de comprimento, construído em 2013 para um membro da família real dos Emirados Árabes. O segundo maior, o Flying Fox, tem 136 metros. Esses navios custam entre 400 milhões e mais de 600 milhões de dólares, com equipes permanentes de mais de 50 tripulantes. Os supériates modernos escondem piscinas com fundo de vidro, helipads, submarinos particulares e salas de cinema. Alguns possuem sistemas de estabilização que eliminam o balanço mesmo em mar agitado. A tecnologia de propulsão híbrida já está presente em modelos de última geração, reduzindo o consumo de combustível em até 30 por cento. As corridas de iate têm história desde 1851, quando o veleiro América venceu uma regata ao redor da Ilha de Wight, dando origem à America's Cup, a mais antiga competição esportiva internacional ainda em disputa. Hoje, a Copa do América atrai bilhões em investimento tecnológico e é considerada a Fórmula 1 dos mares. Os iates se tornaram símbolo de riqueza porque reúnem mobilidade, privacidade e exclusividade em escala impossível em terra. O mercado global de supériates cresce cerca de 7 por cento ao ano. Com a chegada de propulsão a hidrogênio e velas rígidas automatizadas, o futuro aponta para embarcações mais sustentáveis sem abrir mão do luxo extremo.