Monitoramentos recentes revelam que os níveis de poluição do Guaíba atingiram picos alarmantes após a grande enchente de 2024. A presença de mercúrio triplicou e outros metais superaram os limites regulatórios do país. Por sua vez, o nitrogênio amoniacal voltou aos níveis verificados no auge da inundação, enquanto a bactéria Escherichia coli também foi identificada em volumes significativos. A conclusão é de que o lago não recuperou sua condição anterior ao evento climático de dois anos atrás. Os monitoramentos foram realizados durante um ano por cientistas do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Intitulado "Dinâmica espaço-temporal da qualidade da água durante e após um evento extremo de inundação no sul do Brasil", o trabalho foi publicado no ScienceDirect - principal plataforma global de literatura científica, técnica e médica. Os pescadores da Colônia Z-5 compartilham suas impressões de como a poluição tem impactado na pesca e sugerem ações para melhorar a qualidade da água do Guaíba.