Quase oito meses após sua captura, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro volta a um tribunal federal em Nova York para mais uma etapa do processo que responde nos Estados Unidos.
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, é esperado nesta quarta-feira no tribunal federal de Manhattan, em Nova York.
Do lado de fora da corte, um homem realizava um protesto solitário, com um cartaz em que chamava o líder chavista e a esposa, Cilia Flores, detidos em operação americana em janeiro, de “ditadores”.
A audiência desta quarta-feira deve se concentrar em questões processuais, como a data do início do julgamento, que a Promotoria pretende que comece em junho de 2027.
Após uma disputa com Caracas, Washington permitiu, em abril, que a Venezuela pagasse pela defesa jurídica de Maduro e Flores, o que estava proibido pelas sanções americanas.
O casal, que aguarda julgamento por tráfico de drogas e outras acusações, tentou arquivar os processos, argumentando que o bloqueio do financiamento violava seu direito, consagrado na Constituição americana, de ter um advogado de sua escolha.
Maduro, que se autodenomina um "prisioneiro de guerra" e se declarou inocente, já passou por duas audiências nos Estados Unidos.
As forças militares americanas capturaram Maduro e Flores em Caracas em 3 de janeiro, em uma rápida operação que combinou forças navais, aéreas e terrestres para depor o homem que governava a Venezuela desde 2013.
Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, atua como presidente interina desde então e estreitou laços com os Estados Unidos, que controlam efetivamente as exportações do petróleo venezuelano, cuja receita é depositada em contas especiais supervisionadas por Washington.
Imagens: AFP
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