Um implante cerebral permite que pessoas tetraplégicas realizem movimentos usando apenas a força do pensamento.
O dispositivo tem o tamanho de uma moeda e é implantado na membrana que envolve o cérebro.
O sensor capta e decodifica sinais cerebrais em tempo real. Com isso, o paciente consegue controlar uma luva pneumática externa apenas com a mente.
A tecnologia permite realizar ações como segurar objetos e levar um copo à boca.
Segundo a empresa responsável, este é o primeiro dispositivo médico invasivo de interface cérebro-computador autorizado para comercialização no mundo.
O sistema tem tempo de resposta inferior a 200 milissegundos. Nos 36 pacientes submetidos ao procedimento, não foram registrados eventos adversos graves relacionados ao implante.
Em Xangai, o avanço da tecnologia também impulsionou outras aplicações.
Pesquisadores desenvolvem sistemas que conectam câmeras diretamente ao cérebro para ajudar pessoas cegas a recuperar parte da percepção visual.
Outra linha de pesquisa envolve cadeiras de rodas de reabilitação controladas por sinais cerebrais.
Esses projetos estão reunidos no Espaço para a Neurociência, que concentra cerca de 50 empresas do setor. O objetivo é aproximar pesquisadores, médicos e empresas para acelerar a aplicação prática das pesquisas.
As interfaces cérebro-computador também passaram a integrar a lista de setores estratégicos que a China pretende desenvolver nos próximos anos, ao lado da inteligência artificial, da tecnologia quântica e das redes 6G.
Imagens: CGTN Brasil
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