Tecnologias avançadas estão ajudando arqueólogos a recuperar relíquias de até 4 mil e 500 anos encontradas no sítio arqueológico de Sanxingdui, no sudoeste da China.
Pesquisadores combinam técnicas tradicionais de restauração com escaneamento em 3D, modelagem digital e impressão tridimensional.
O objetivo é preservar e reproduzir peças que já não podem ser restauradas fisicamente.
Um dos exemplos é um antigo recipiente de bronze usado para colocar vinho em cerimônias religiosas.
A peça foi encontrada em 1986, quebrada e deformada. Como há risco de se partir durante a restauração, o objeto permanece sem reparo há 40 anos.
Com um escaneamento 3D de precisão de um centésimo de milímetro, os especialistas registram a forma, os detalhes e as rachaduras da peça sem tocá-la.
Depois, criam um modelo digital. Esse modelo permite corrigir deformações e reproduzir o objeto em uma impressora 3D.
As pesquisas também avançaram na conservação de presas de marfim encontradas em Sanxingdui.
Os cientistas identificaram vestígios da estrutura orgânica original em parte das peças. A descoberta abriu caminho para novas técnicas de preservação.
Os métodos substituem, aos poucos, a água presente no marfim por materiais que reforçam a estrutura das peças e reduzem o risco de rachaduras.
As relíquias preservadas são levadas para instalações com controle especializado, o que amplia as possibilidades de conservação e de exibição desse patrimônio arqueológico.
Reportagem: CGTN Brasil
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