Michel Temer detalha a mediação entre Banco Master e BRB e avalia a criação de uma CPI. Em entrevista ao Amarelas On Air, o ex-presidente diz que tentou mediar o conflito quando o cenário ainda era inicial, elogia a atuação de Ibaneis Rocha e afirma não ter objeção a CPIs, embora ressalte seus limites práticos.
No programa Amarelas On Air, da revista VEJA, o ex-presidente da República Michel Temer fala sobre sua contratação para tentar uma mediação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Temer afirma que foi procurado antes de qualquer liquidação decretada pelo Banco Central, mas que o caso já se mostrava difícil. Segundo ele, a mediação não avançou por conta da complexidade do cenário naquele momento.
Questionado sobre que conselho daria hoje ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, Temer diz que não vê necessidade de recomendações. Afirma que Ibaneis é “um advogado extraordinário” e um governador eficiente, atento às preocupações com eventuais prejuízos ao BRB. O ex-presidente acrescenta que o banco estaria adotando providências para recuperar ativos e que, se necessário, o governo poderá aportar recursos.
Sobre a possibilidade de uma CPI para investigar o caso Master, Temer diz não ter objeção, mas pondera que CPIs costumam gerar grande exposição política e não produzem resultados imediatos. Segundo ele, as conclusões geralmente são encaminhadas ao Ministério Público para avaliar eventuais responsabilidades penais ou cíveis. “É um instrumento do Legislativo previsto na Constituição”, afirmou.
▶️ Assista à entrevista completa e veja como Michel Temer avalia a mediação, o papel do BRB e os limites das CPIs.
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