Michel Temer diz que não há falhas no sistema constitucional brasileiro e defende a aplicação rigorosa da Constituição. Em entrevista ao Amarelas On Air, o ex-presidente afirma que o histórico de prisões de presidentes não indica um problema estrutural e elogia a solidez da Constituição de 1988.
No programa Amarelas On Air, da revista VEJA, o ex-presidente da República Michel Temer responde se o histórico recente envolvendo prisões de ex-presidentes revela falhas no sistema político ou jurídico do país.
Ao comentar casos como os de Jair Bolsonaro, Fernando Collor e Lula, Temer lembra também de sua própria experiência, quando foi detido temporariamente, episódio que classifica como um “sequestro” determinado por um juiz posteriormente afastado da magistratura.
Apesar do histórico, Temer afirma não ver falhas no sistema jurídico-constitucional brasileiro. Para ele, a Constituição promulgada em 5 de outubro de 1988 é sólida, democrática e responsável pela estabilidade institucional do país ao longo das últimas décadas. “As constituições brasileiras costumavam durar pouco. Esta tem uma longevidade extraordinária”, afirmou.
O ex-presidente reconhece que decisões judiciais podem ser contestadas quanto ao mérito, inclusive no Supremo Tribunal Federal, mas defende que a competência do Judiciário está claramente definida no texto constitucional. “Não é preciso mudar o sistema. É preciso aplicar adequadamente a Constituição”, concluiu.
▶️ Assista à entrevista completa e veja como Michel Temer avalia o sistema constitucional brasileiro e o papel do Judiciário.
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