O banquete e a marmita fria,
A bandeira e a rebeldia,
O banquete e a marmita fria,
A bandeira e a rebeldia,
O café quente, a taça antiga,
O banquete e a marmita fria,
A bandeira e a rebeldia,
A promessa e a ironia,
O decreto e a garantia,
A manchete do outro dia...
Tudo vira pó.
O casaco e a camiseta,
O tênis e a jaqueta,
O discurso do proféta,
A maleta do poeta,
Quem perdeu, quem atingiu a meta,
Toda glória é incompleta...
Tudo vira pó.
Um dia após,
Quem lembrará de nós?
Segura minha mão,
Enquanto existe o coração.
Tudo vira pó.
O relógio e o calendário,
O milionário e o operário,
O ordinário e o visionário,
O secreto e o diário,
O aplauso necessário,
Todo império é temporário...
Tudo vira pó.
O retrato na moldura,
A mentira e a bravura,
A fortuna e a penúria,
Toda forma de censura,
Toda doença sem cura,
Toda humana arquitetura...
Tudo vira pó.
Um dia após,
Quem lembrará de nós?
Segura minha mão,
Enquanto existe o coração.
Tudo vira pó.
O foguete e a carroça,
O palanque e a roça,
Toda força que alvoroça,
Toda medalha no pescoço,
Toda culpa e esforço,
Cada passo, cada esboço...
Tudo vira pó.
A beleza da alvorada,
O navio e a jangada,
Toda guerra declarada,
Toda paz interrompida,
Toda página vivida,
Toda história construída...
Tudo vira pó.
Um dia após,
Sem vencedores e sem nós.
Salvemos qualquer razão,
Enquanto existe compaixão.
Tudo vira pó.
Tudo é ilusão
Em família e em solidão
Um sujeito ou uma união
Tudo termina enterrado no chão
Tudo vira pó.
Tudo vira pó.
Tudo vira pó...
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✓✓ composição de 👇🏻
Astrikos Katoikos
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